A efetiva concordância de determinadas expressões

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Indiscutivelmente, a concordância verbal, uma das partes elementares da sintaxe, revela-se como algo complexo. Todavia, tal complexidade não pode se tornar algo estigmatizado perante nossa postura enquanto interlocutores, pois nada que uma “dose de prática” não reverta tal quadro.

Mediante o recorrente uso, principalmente quando se trata da linguagem escrita, vamos paulatinamente nos adequando aos postulados atribuídos à forma padrão e, com toda certeza, estes entraves vão se esvaindo, sempre nos permitindo usufruir de infinitos recursos que tendem a tão somente nos auxiliar rumo a esse propósito.

E por neles falarmos, aventuremo-nos em mais uma descoberta, usando como foco de estudo algumas expressões, por sinal um tanto quanto triviais, tendo em vista suas reais situações de aplicabilidade no tocante à modalidade em estudo (concordância verbal). Diante dessa perspectiva, analisemos:

Os termos “anexo”, “incluso” e “quite” concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se referem. Assim como nos evidenciam os enunciados subsequentes:

Os projetos seguem anexos para a devida apreciação dos clientes.

Seguem inclusos os relatórios solicitados.

Parecemos estar quites, pois já foram pagas todas as pendências.

Os termos representados por “meio” e “bastante” ora atuam como adjetivos, ora como advérbios. Quando caracterizados por este último, são invariáveis, pois se referem a verbos, adjetivos ou advérbios. Quando na qualidade de adjetivos há flexibilidade de serem variáveis, uma vez que se relacionam a substantivos. Materializados por meio dos seguintes pares linguísticos:

Ela ficou bastante cansada com o passeio realizado pelo colégio.

São bastantes as chances de vitória neste jogo.

No rodízio com amigos, costumamos comer somente meia pizza.

Você parece meio triste, o que terá acontecido?

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