Composição

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A composição se constitui da aglutinação e da justaposição

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Dispomos de um considerável acervo linguístico e fazemos uso dele nas situações de interação comunicativa que norteiam o cotidiano, sem dúvida. No entanto, usufruir de tal aspecto parece não bastar quando nos colocamos na condição de usuários da língua e, assim sendo, precisamos estar mais familiarizados acerca dos fatos que norteiam os assuntos prescritos pela gramática. Pensando assim, algumas palavras, em se tratando das intenções propostas nesse nosso encontro, subsidiam-nos de forma incomparável:

Terreiro/Aterrar/Aguardente/Planalto/Bem-me-quer, entre outras.

Estas palavras são corriqueiramente utilizadas por nós, mas agora passam a ser analisadas com um pouco de atenção no que tange aos processos que as formam.

Pois bem, caro(a) usuário(a), notamos que terreiro e aterrar se caracterizam como palavras formadas por um elemento inerte, ou seja, aquele elemento que permanece inalterado, chamado de radical.  Portanto, a partir de “-terr”, as duas palavras em referência foram formadas. A esse processo de formação de palavras damos o nome de derivação, visto que a partir de um elemento derivaram-se novas palavras, dotadas de significados distintos.

Agora, ao atentar para as outras, demarcadas por aguardente, bem-me-quer e planalto, entraremos no foco de nossa discussão que é a composição, caracterizada pelo processo em que novas palavras são formadas a partir da junção de palavras ou radicais já existentes na língua. Vejamos os exemplos que correspondem a tal processo, assim demarcados:

Justaposição – ocorre quando os elementos da combinação não sofrem alteração fonética ou gráfica. São exemplos:

Bem-me-quer

Pontapé

Pé-de-moleque

Roda-viva

Girassol...

Aglutinação – ocorre quando um dos elementos da combinação sofre alteração fonética ou gráfica. Vejamos, pois, os exemplos:

Pernalta
Planalto
Aguardente
Embora

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