Os termos integrantes e o uso da vírgula

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Com vistas a proporcionar um perfeito entendimento das peculiaridades que norteiam o fato linguístico em questão, é interessante atermo-nos a algumas considerações elementares. Primeiramente, há que se recordar que o uso da vírgula, em se tratando da linguagem escrita, vai muito além dos traços condicionantes ligados à oralidade, quando esta é identificada somente por uma pausa. A situação agora (na escrita) encontra-se condicionada, entre outros fatores, a noções de natureza sintática.

Feita essa consideração, partamos para outra de igual importância. Ao nos referirmos acerca dos termos integrantes, constatamos que estes, literalmente dizendo, integram o enunciado linguístico, de forma a atribuir-lhe uma unidade significativa. Assim sendo, temos que os objetos direto e indireto complementam o sentido de alguns verbos que deles necessitam; o complemento nominal, de semelhante natureza, complementa o sentido de alguns nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) dotados de significação incompleta, e o agente da passiva funciona como o termo que, estando na voz passiva analítica, pratica a ação expressa pelo verbo. Desse modo, verifiquemos como realmente se efetivam todas essas ocorrências:





Cientes de tais pressupostos, voltemos nossa atenção ao que tange o uso da vírgula, tendo como referência os casos em estudo:

* Complemento verbal e complemento nominal – tendo em vista suas reais funções, não se recomenda que estes sejam separados por vírgula, mesmo que os complementos estejam antepostos ao termo que completam.
Exemplos:

Às intempéries do cotidiano é preciso saber reagir – complemento verbal anteposto ao termo.

Sou favorável  às novas mudanças  – complemento nominal posposto ao termo.


* Complementos verbais ou nominais com mais de um núcleo – nesse caso, recomenda-se seguir os mesmos procedimentos relacionados a casos de sujeito composto.
Exemplos:

O caso exige  atenção, calma, cautela e objetividade.
 necessidade de carinho, companheirismo e dedicação.


* Termos intercalados – estando estes entre um verbo ou um nome, faz-se necessário a presença de uma vírgula antes e outra depois do termo intercalado.
Exemplo:

Confira, caro cliente, todas a notas emitidas pela empresa.


* Objeto direto pleonástico – mediante construções em que se pode constatar tal ocorrência, recomenda-se o uso da vírgula.
Exemplo:

Aqueles objetos, recolhi-os antecipadamente.


* Agente da passiva – nesse caso recomenda-se não separar por vírgula o agente da passiva da locução que o antecede.
Exemplo:

Os trabalhos foram apresentados pelos alunos.

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