Erros mais comuns nas redações de vestibulares

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O candidato deve ficar atento para não levar para a modalidade escrita vícios de linguagem muito comuns na modalidade oral

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Você sabe que para alcançar uma vaga na universidade um bom desempenho no Enem e nos demais vestibulares é primordial, não é mesmo? A redação sempre foi o bicho de sete cabeças para boa parte dos estudantes (exceto para aqueles que veem na leitura um prazer, e não uma obrigatoriedade), que encontram diversas dificuldades na hora de transferir para o papel palavras e argumentos.

Para ajudá-lo(a) a ter uma relação mais tranquila com a escrita, vamos mostrar os erros mais comuns cometidos nas redações de vestibulares e concursos. Você já ouviu aquele ditado que diz que “é errando que se aprende”? Pois bem, nada melhor do que observar os erros, próprios ou alheios, para evitar deslizes na modalidade escrita, principalmente quando escrever bem faz a diferença entre o ingresso na faculdade ou mais um ano de cursinho. Fique atento às cinco dicas de redação para o Enem e demais vestibulares e bons estudos!

Aprender com os próprios erros é uma das maneiras mais eficientes para alcançar a escrita ideal
Aprender com os próprios erros é uma das maneiras mais eficientes para alcançar a escrita ideal

1 - Você gosta de gírias? Tudo bem, mas evite-as na modalidade escrita. Quando estamos com nossos amigos ou familiares, é compreensível que optemos por uma maneira mais dinâmica e descontraída para nos comunicarmos, sendo assim, o uso de gírias é absolutamente adequado para a situação. Contudo, na modalidade escrita, é importante que a norma culta da língua portuguesa seja preservada, mesmo porque ela é exigida no Enem e demais vestibulares. Os registros da oralidade e gírias mais encontrados nas redações dos candidatos são: “né”, “daí”, “tipo assim”, “tá ligado”, “cara”, entre outros que podem diminuir e muito a nota final de seu texto;

2 – Na contramão do uso das gírias, o rebuscamento linguístico. Muitas pessoas confundem norma culta da língua com rebuscamento linguístico, erro que leva o candidato a adotar termos que nem ele mesmo conhece. Opte por palavras e construções simples para não correr o risco de ser mal interpretado;

3 – Coesão textual e frases longas não combinam. Fique atento à construção dos períodos e, sempre que necessário, pontue seu texto. Frases longas comprometem a coesão e também a coerência da redação, por isso, opte por frases mais objetivas;

4 – Cuidado com as generalizações e com o senso comum: Em redações como as do Enem, que pedem do candidato uma proposta de intervenção para o tema, cair na armadilha das generalizações e do senso comum pode ser fatal. Infelizmente esse é um dos erros mais frequentes, responsável por esvaziar os sentidos da redação e torná-la apenas mais uma entre tantas outras. Evite ou seja cuidadoso ao usar palavras como “único”, “sempre”, “todos”, “jamais”, “maioria”, “minoria”, entre outras que podem contribuir para a construção de generalizações indevidas;

5 – Fique atento às conjunções: Muitos candidatos iniciam o parágrafo final de uma redação (momento em que a conclusão ou proposta de intervenção se apresenta) utilizando a conjunção adversativa “contudo”. Ora, se ela é uma conjunção adversativa, quer dizer que ela indica oposição a algo dito anteriormente, ou seja, é como se, ao finalizar seu texto, você estivesse “desdizendo” o que afirmou antes. Nesse caso, as conjunções mais adequadas são as conjunções conclusivas “portanto”, “logo”, “desse modo”, “por conseguinte” ou “assim”.

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